
"Moro, num país tropical. Abençoado por Deus, e bonito por natureza. Em fevereiro, tem carnaval..."
Quem não conhece essa letra, composta pelo cantor e compositor Jorge Benjor? Inicio esse artigo com essa citação não para enaltecer nosso país, abençoado e tropical, onde a maior parte de seu território é contemplada por uma temperatura entre 35 e 40 graus centígrados, mas sim para frisar que 'em fevereiro, tem carnaval' e nessa época do ano é onde mais se destaca nosso maior produto de exportação (orgulho de nosso povo e principal tema em entrevistas com "celebridades" internacionais), a nossa 'mulher brasileira', sempre cantada em verso e prosa com seus predicados enaltecidos.
Em um país onde o nu é verdadeiro, onde em horário comercial podemos contemplar as nossas beldades rebolando seus 'bumbuns' carnudos com close especial dos câmera-mens focalizando em camera lenta esses atributos, seria injusto com nossa vizinha, com nossas irmãs, nossas filhas ou até nossas mães, por usarem um vestido mais ousado, serem alcunhadas de prostitutas (ou mais chulo - puta).
Recentemente em âmbito nacional foi noticiado o fato de uma jovem que, ao ir para a faculdade trajando uma 'inocente' minissaia foi motivo de revolta por parte dos estudantes sendo obrigada a ser retirada com aparato policial aos brados de - puta, puta, puta!
Estranho esse fato pois sei o que se passa dentro de um estabelecimento de ensino por experiência própria e contatos com outros colegas. Sei das notas compradas, dos trabalhos pagos, das monografias encomendadas, das 'colas' explicitas, dos conchavos com professores, dos artigos repartidos, dos títulos encomendados, e, sem querer aprofundar no assunto, das sacanagens nos banheiros, das drogas comercializadas, das festinhas após (ou durante) o horário de aula, dos famosos trotes.
Tudo isso sem falar naquele garotão que vai com uma bermuda bem abaixo da cintura com o famoso 'cofrinho' e os pelos pubianos à mostra para exibir sua cueca de marca.
O caso em questão seria compreensivel se estivessemos vivendo em uma sociedade com pudores. Um sociedade que não aceitasse um programa dominical que exibisse mulheres quase nuas, além de uma linguagem com apologia à 'sacanagem' (programa do Gugu, Domingão do Faustão, Programa Silvio Santos, etc...). Uma sociedade que não aceitasse propinas, mensalões, favorecimentos e etc. (nossos representantes, Vossas Excelências). Uma sociedade que andasse correta, nas conformidades da lei, sem se beneficiar com a lei da vantagem, com o favorecimento a seu filho nas notas escolares, com o 'gato' da luz, telefone, tv a cabo ou internet compartilhados com o vizinho 'experto', sem 'encher a cara' e sair com seu 'possante' fazendo barbaridades, etc.
Infelizmente não temos moral sequer para comentar fatos como esse (da estudante de minissaia), muito menos para exigir uma ação no sentido de evitar que tais fatos aconteçam pois "moro, num país tropical. Abençoado por Deus, e bonito por natureza. Em fevereiro, tem carnaval" e milhares de mulheres e homens nus desfilando sob o aplauso de milhares de cidadãos respeitados de nossa puritana sociedade!
Saudade de Calígula - era muito menos podre!
Paz, a todos!
Quem não conhece essa letra, composta pelo cantor e compositor Jorge Benjor? Inicio esse artigo com essa citação não para enaltecer nosso país, abençoado e tropical, onde a maior parte de seu território é contemplada por uma temperatura entre 35 e 40 graus centígrados, mas sim para frisar que 'em fevereiro, tem carnaval' e nessa época do ano é onde mais se destaca nosso maior produto de exportação (orgulho de nosso povo e principal tema em entrevistas com "celebridades" internacionais), a nossa 'mulher brasileira', sempre cantada em verso e prosa com seus predicados enaltecidos.
Em um país onde o nu é verdadeiro, onde em horário comercial podemos contemplar as nossas beldades rebolando seus 'bumbuns' carnudos com close especial dos câmera-mens focalizando em camera lenta esses atributos, seria injusto com nossa vizinha, com nossas irmãs, nossas filhas ou até nossas mães, por usarem um vestido mais ousado, serem alcunhadas de prostitutas (ou mais chulo - puta).
Recentemente em âmbito nacional foi noticiado o fato de uma jovem que, ao ir para a faculdade trajando uma 'inocente' minissaia foi motivo de revolta por parte dos estudantes sendo obrigada a ser retirada com aparato policial aos brados de - puta, puta, puta!
Estranho esse fato pois sei o que se passa dentro de um estabelecimento de ensino por experiência própria e contatos com outros colegas. Sei das notas compradas, dos trabalhos pagos, das monografias encomendadas, das 'colas' explicitas, dos conchavos com professores, dos artigos repartidos, dos títulos encomendados, e, sem querer aprofundar no assunto, das sacanagens nos banheiros, das drogas comercializadas, das festinhas após (ou durante) o horário de aula, dos famosos trotes.
Tudo isso sem falar naquele garotão que vai com uma bermuda bem abaixo da cintura com o famoso 'cofrinho' e os pelos pubianos à mostra para exibir sua cueca de marca.
O caso em questão seria compreensivel se estivessemos vivendo em uma sociedade com pudores. Um sociedade que não aceitasse um programa dominical que exibisse mulheres quase nuas, além de uma linguagem com apologia à 'sacanagem' (programa do Gugu, Domingão do Faustão, Programa Silvio Santos, etc...). Uma sociedade que não aceitasse propinas, mensalões, favorecimentos e etc. (nossos representantes, Vossas Excelências). Uma sociedade que andasse correta, nas conformidades da lei, sem se beneficiar com a lei da vantagem, com o favorecimento a seu filho nas notas escolares, com o 'gato' da luz, telefone, tv a cabo ou internet compartilhados com o vizinho 'experto', sem 'encher a cara' e sair com seu 'possante' fazendo barbaridades, etc.
Infelizmente não temos moral sequer para comentar fatos como esse (da estudante de minissaia), muito menos para exigir uma ação no sentido de evitar que tais fatos aconteçam pois "moro, num país tropical. Abençoado por Deus, e bonito por natureza. Em fevereiro, tem carnaval" e milhares de mulheres e homens nus desfilando sob o aplauso de milhares de cidadãos respeitados de nossa puritana sociedade!
Saudade de Calígula - era muito menos podre!
Paz, a todos!


