
Tempo de escolher, tempo de mudança, tempo de esperança. Palavras em destaque em tempos de campanha eleitoral. Os candidatos se travestem de bons moços, não cansam de elencar seus feitos e fazem questão de serem fotografados ou filmados acompanhados pelo povo (leia-se pobres). Carreatas, comícios, campanhas na televisão e no rádio, promessas utópicas e descabidas, sorrisos fáceis, acusações e erros apontados. É a festa da democracia (democracia?)!
Nossos candidatos, LULA (oooops, é Dilma), SERRA (que não é FHC - mistério!), Marina Silva (ex-PT, agora é do VERDE), e os outros (quem?). As "pesquisas" nada tendenciosas apontam, já, vitória de Dilma (ou seria, Lula?) em primeiro turno. Enquanto Serra esperneia para desbancar a Marionete, Marina espera conquistar alguns votos com a briga entre os dois melhores colocados. É a festa da democracia!
A cada eleição o povo se enche de esperança. Alguns sonham com a casa própria, outros com um salário melhor, outros com mais escolas, hospitais, e uma grande maioria pensa em manter os benefícios que conquistou do governo por estar inserido na classe "renda baixa". Mas todos estão esperançosos. É a festa da democracia!
Porém, onde poderemos colocar nossas esperanças? E agora, quem poderá nos ajudar (sim, assisto o "Chaves", confesso!)? Naquele vereador em quem votamos para um mandato de quatro anos e em menos de dois anos ele já pensa em trair nosso voto tentando se eleger deputado? Naquele prefeito que prometeu fazer "miséria" em sua prefeitura e transformar a cidade em quatro anos de mandato porém com menos de dois anos se vislumbra um senador da república? É...a festa da democracia!
Devemos analisar com cuidado e realmente votar com consciência (palavra bonita, hein?). Mas muito mais que isso, devemos cobrar as ações prometidas por nosso candidato ou pelos eleitos. Porém, devo salientar que tanto um candidato quando o outro em quase nada mudará a nossa vida. Mesmo aquele candidato que se mostrou o mais preparado, o mais inteligente, o "bam bam bam", pois ninguém governa sozinho. Somente uma ditadura pode impor suas vontades, e mesmo assim com algumas restrições.
Não devemos depositar nossos anseios de mudança em um governante ou em algum partido político. A mudança está em nós mesmos. Devemos repensar nossas ações e propor uma revolução dentro do seio da sociedade. Uma mudança radical em nosso modo de pensar e de agir.
E o primeiro passo é o respeito ao próximo. Essa é a chave para quase tudo pois quando pensamos no próximo estamos pensando em nós mesmos. Vivemos em um mundo individual onde cada um é por si, sempre em detrimento do outro. Assim acontece quando passa um carro com o radio no último volume. Quando estamos em uma fila e damos um jeitinho de passar à frente aproveitando a amizade com o gerente. Quando em um congestionamento, damos um jeitinho de passar pela direita, não nos importando com os "otários" que ficaram esperando pacientemente pelo movimento dos carros a frente. Quando compramos mercadorias de origem duvidosa e ainda contamos vantagens para nossos amigos, não nos interessando de quem foi subtraida a tal mercadoria. Quando estacionamos em vaga reservada, sem que tenhamos necessidades.
Esses são apenas poucas das inúmeras vezes em que não nos preocupamos com o nosso próximo. Mas, em que isso pode mudar nossa vida? Ah, agora eu explico. Todas essas ações contribuem para que nosso dinheiro, arrecadado com impostos, seja aplicado em ações preventivas e punitivas (policiamento, lombadas eletrônicas, aumento da criminalidade, preocupações com leis para regulamentar ações que deveriam estar inseridas em nosso comportamento, etc.).
O que proponho é uma reflexão sobre alguns comportamentos que já fazem parte do nosso cotidiano e que consideramos normais para que possamos acordar o nosso senso ético e moral pois só assim conseguiremos as mudanças as quais aspiramos para nossa sociedade.
Paz, a todos!


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