Para refletir:

Todos somos iguais. Independe da nossa condição. Nascemos, crescemos e morremos. Tudo da mesma maneira!
G. Camargo!

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Humilhação...por nada?


"Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lucas 14:11).

Hoje em dia, vivemos um quadro humilhante principalmente no setor de saúde, onde filas enormes se formam e o cidadão se sujeita a implorar por uma mera consulta, sendo atendido (se com sorte) por um funcionário arrogante e mendigando alguns cuidados.

Infelizmente, essa situação não é vivida apenas por adoentados ou necessitados da saúde pública. Se observarmos, todo o setor público segue o mesmo padrão. Nas repartições públicas, todos são tratados como impertinentes, inoportunos.

No banco, na prefeitura, no posto de saúde, na escola pública, nas delegacias (me sinto até um marginal, quando preciso ir lá!) e, pasmem, até nas associações de bairro. Parece que existe aí um atendimento padrão, uma cartilha que o poder público distribui para seus diversos órgãos e setores de atendimento.

Mas, o que está errado? Bem, caro contribuinte (é assim que nos denominam), o erro está na posição servil em que nos colocamos, esquecendo que somos senhores. Sim, somos nós os servidos, não servidores. E, pacientemente, não atentamos para isso e continuamos a mendigar as migalhas de nossos próprios servidores.

Por meio dos impostos, fazemos com que todo essa máquina gire. Por meio de nosso voto, elegemos alguém que nos represente. Porém, com a mesma autoridade, podemos mudar nossos representantes se estes não cumprem suas funções.

O serviço público, conforme o próprio nome diz, é um serviço para o público, onde o povo tem o direito de receber um atendimento de sócio majoritario, de presidente da instituição, e, mais ainda, de ser humano.

Infelizmente não nos conscientizamos disso e, humildemente esperamos por um atendimento daquele servidor público que nos olha com ares arrogante, como se fossemos um estorvo nos seus afazeres. E nos hospitais, um quadro de horror, nos bancos, filas enormes, enfim, em todo o setor público, pessoas tratadas como animais.

Temos que nos impor, mostrar que não é um favor e sim uma obrigação do estado para com o cidadão um tratamento digno. Brigar para que a constituição seja cumprida. Mostrar que não somos mentecaptos e que exigimos o que é nosso de fato e de direito.

O funcionário mal-encarado deve ser trocado por um que nos atenda com satisfação. O prédio que está ruindo, deve receber reforma para que se apresente condigno de nossa presença. As filas enormes devem acabar por conta de uma equipe mais treinada e organizada trabalhando com prazer. Os documentos, os direitos, as informações devem ser mais concisos. Enfim, devemos ser tratados, antes de tudo como ser humano e, além disso, como quem, por meio dos impostos, faz toda essa engrenagem girar.


Paz, a todos!

3 pitakos:

LUIZ STEFANO SCHIRRMANN disse...

Parabéns Gil! Duas coisas me chamaram a atenção: Primeiro a tua sensibilidade, lógica e percepção apurada; e, segundo, a capacidade atingida ao traduzir toda essa indignação para o papel. Se me permitires, gostaria, inclusive, de publicar essa matéria no meu blog. Estou por editar uma matéria e o teu assunto é complementar. Grande abraço...

Eadcon Joinville - (47) 3438-4503 disse...

Gilberto, mais uma vez me delicio lendo o que vc escreve, e faz isso tão bem que me faz ter surtos de amor e ódio pelo ser humano e suas "nossas" atitudes. Assim como o Luiz Stefano, gostaria tambem de publicar seu artigo no blog do Pólo Eadcon que trabalho... Eis ai a tarefa árdua de uma educadora, contribuir para que os acadêmicos saiam do lugar e se posicionem com mais fundamento... A propóstito obrigada pelas valiosas contribuições no meu blog.
Abraços
A vc minha admiração.

brú disse...

adorei o post, acho que fico até sem palavras, porque a tua crítica está muito bem exposta, mesmo.

Concordo plenamente com tudo que tu escreveste. Nós muitas vezes nos irritamos (por exemplo, esses dias fui a um banco, e em pleno meio dia, apenas um caixa estava atendendo a fila enorme) mas também esquecemos de reclamar, de batalhar pelo que é nosso.

adoro seu blog, beijos!

HORA CERTA